Tendo em conta que:
• No final da década de 90, encerraram na região Algarvia os vários matadouros municipais até aí existentes.
• Tal aconteceu a pretexto da inexistência de condições (financeiras) para a sua modernização individualmente. Foi defendido, na altura que só a construção de um único matadouro central permitiria, com custos razoáveis, a existência na região, desta infra-estrutura, operando segundo as modernas técnicas de higio-sanitárias e de salubridade.
• Foi então construído um matadouro central, em Loulé, para satisfazer as carências regionais a este nível.
• Por motivos varios, sobretudo atribuídos ao seu inadequado dimensionamento e à incorrecta gestão, o seu funcionamento foi efémero (15 anos). Estando a região privada de matadouro há já cerca de 2 anos.
• Os criadores de gado Algarvios têm que efectuar longas deslocações a Beja ou ao Montijo, para abaterem os seus animais, com o acréscimo de custos inerentes e com a consequente distorção da concorrência com os seus pares.
• Recentemente veio a público a existência de abate clandestino de animais, a decorrer no concelho de Silves. O que alerta mais uma vez para esta insuficiência regional.
A Assembleia Municipal de Silves, reunida em sessão ordinária no dia 27 de Fevereiro de 2009, delibera:
1. manifestar a sua preocupação para a existência desta grave carência regional que implica directamente com o agravamento de riscos para a saúde pública da população e com desigualdades competitivas entre criadores de gado de vários pontos do País;
2. apelar ao governo, através do seu Ministro da Agricultura, para que encontre as soluções mais adequadas que levem à resolução deste problema.