Desde o início do ano temos sido surpreendidos pela emissão de fumo num espaço próximo ao cemitério de Tunes.
Fizemos uma pequena investigação e apercebemo-nos que o espaço, é o utilizado pela Junta de Freguesia de Tunes, para aí funcionar uma “mini-lixeira”, temporária .Os fumos são resultantes da queima de material vegetal.
Ficamos muito surpreendidos com esta situação e questionamo-nos quanto à sua legalidade. Daí que tenhamos também, questionado o serviço público competente e a associação Quercus. Ambas opinam pela legalidade desta situação.
A questão (ética, cívica e política) que na minha opinião, se coloca, não é só de legalidade. É sim o exemplo que uma autarquia dá aos cidadãos, de comportamento inadequado e desadequado do sec. XXI.
Esperam-se novos comportamentos, neste século em que tanto se fala e apregoa a defesa do ambiente. Este não é um comportamento ambientalmente correcto.
Na nossa opinião uma autarquia deve valorizar e/ou reaproveitar estes materiais vegetais. Os mesmos, devem ser compostados (decompostos em matéria orgânica fertilizante para a solo).
Para o efeito, ou são recolhidos pela autarquia e transportados até aos locais adequados (aterros da responsabilidade da ALGAR) ou no próprio local onde foram produzidos, pelos próprios (munícipes) através de equipamentos próprios ou cedidos pela autarquia.
Ainda se poderia falar de uma outra alternativa que é a chamada valorização energética. Esta mais não é que a sua queima para aproveitamento energético e efectuada, modernamente nas Centrais de Biomassa.
Pela nossa parte, estamos abertos e disponíveis para ajudar a que estes procedimentos (compostagem) se concretizem. Aliás sempre o fizemos quando fomos autarcas em Tunes (Secretário da Junta de Freguesia). Foi devida a esta anterior situação e conversas aí mantidas, nas reuniões de Executivo, que mais nos surpreendeu esta prática agora denunciada.
Meus Caros RESPONSÁVEIS, “puxem” lá Silves para o sec. XXI”, “mereçam” os lugares que ocupam!
Justifiquem nestas colunas este Vosso comportamento ou alterem-no!