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Manifestação de Pescadores

 

No passado dia doze de Março corrente, várias associações de pescadores foram à Capitania de Portimão manifestar-se contra legislativas medidas na sua actividade, restritivas e, mesmo, de resultados que piorarão, por certo, seus já fracos recursos, sua já má situação. 

Alguns dos elementos das associações foram recebidos pelo Chefe da Marinha da zona Sul, sediada em Faro, e pelo Comandante do Porto de Portimão, enquanto os restantes, pequena multidão, aguardavam fora, vigiados por elementos da Policia Marítima que lhes barrava qualquer hipótese de entrada que não pretendiam.

Os pescadores, apenas, clamavam contra não poderem operar, estrangulados pelas leis impostas pelas autoridades, referente, à sinalização da sua arte de pesca. Que consideram um abuso: o número requerido, exigido de bóias; a proibição de que quando o pescador anda sozinho no mar não poder afastar a sua embarcação para mais de 250 metros da outra embarcação, o que é totalmente inviável; e, aprisionar as artes de pesca porque as bóias não estão na norma, ficando todo o pescado sem se saber para onde vai. E acusam a Polícia Marítima de intransigente e de não procurar humanamente resolver os problemas, abordando os barcos constantemente na praia de pesca e aplicando coimas elevadíssimas que juntando à crise do pescado causa dificuldades, misérias às famílias dos pescadores e à sua sobrevivência.

A Associação dos Pescadores de Armação de Pêra, Silves, foi representada pelo seu presidente, Francisco Machado que apelou a uma maior flexibilização da parte da Policia Marítima, tendo como resposta que a lei é para cumprir e só o poder político que faz as leis as pode mudar.

Perante tanta frieza, ate se pode dizer desumanidade, os pescadores através das suas associações, continuarão a sua luta, que, afinal, é a luta por trabalharem em paz, sem perseguições.

A manterem-se as tais injustas medidas, as autoridades só estão a abreviar a morte anunciada da pesca artesanal. E com a crise da pesca que se verifica e tantos problemas restringindo os poucos direitos e aumentando as dificuldades dos pescadores. Jovem dedicado a esta actividade que assegura ainda o peixe em boas condições em muitos lares (como os Armacenenses, todos os pescadores algarvios, e todos o do país asseguram) pode continuar na sua pretensão, ser pescador? E como poderão os pescadores assegurar a sua sobrevivência e a das suas famílias?