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Jornada da Água em Alcantarilha (23 de Fevereiro)

 

Para alertar a comunidade política e social Silvense, para a problemática da gestão da água, o Grupo do Bloco de Esquerda, na Assembleia Municipal de Silves, organiza esta “JORNADA DA ÁGUA” e CONVIDA-VOS a participar, dando o Vosso importante contributo, neste tema.

No âmbito desta Jornada, está prevista uma visita à Estação de Tratamento de Alcantarilha (de manhã) e um debate na Casa do Povo de Alcantarilha (à tarde). Pode descarregar para o seu computador o programa de actividades.

 

A ÁGUA EXIGE MUDANÇA DE ATITUDE 

O nosso planeta enfrenta, neste momento, uma séria ameaça à continuidade da vida tal como nós a conhecemos. É o chamado fenómeno das Alterações Climáticas que se está a verificar, de uma forma irreversível, conforme a comunidade científica já o demonstrou inequivocamente.

Um dos principais impactos será sobre a água potável, em que se prevê a redução da sua disponibilidade em quantidade significativa.

Por estas razões, os actuais utilizadores e gestores deste recurso natural têm de se consciencializar para esta problemática e alterar as suas atitudes e comportamentos, sob pena de comprometerem o futuro das próximas gerações.

As autarquias locais, enquanto gestoras dos sistemas de abastecimento público de água à população, devem, também, assumir estas novas responsabilidades.

À luz destes conhecimentos, as autarquias não podem gerir o abastecimento público de água, unicamente com a alteração de tarifários, por escalão de consumo, como o fez recentemente a Câmara Municipal de Silves.

Devem empenhar-se objectivamente e de forma consequente, na utilização racional e eficiente da água, combatendo o desperdício nos seguintes aspectos principais:

promover a redução das perdas no sistema de distribuição em baixa, para valores razoáveis (abaixo de 20%);

a rega dos espaços públicos deve ser efectuada com o recurso a modernos e eficientes sistemas de rega (gota a gota, se possível subterrânea);

as águas residuais tratadas não podem continuar a ser desperdiçadas e a ser focos de poluição dos nossos rios e ribeiras, devem ser criteriosamente reutilizadas;

a água utilizada em situações como no caso de lavagens, autoclismos e outras limpezas, não necessita de ser de 1ª qualidade, como a que é disponibilizada nas torneiras das nossas casas;

proporcionar informação aos cidadãos para a necessidade de alterarem os seus comportamentos em relação a este recurso, no que respeita à poupança;

as tarifas devem premiar os consumidores eficientes e penalizar os laxistas. Para que isto aconteça, os tarifários devem passar a incluir critérios de consumo per capita (litro/ pessoa do agregado/dia).