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Intervenção no Comicio em Armação de Pera

 

Iniciou a sessão o camarada David Lamy, de Armação de Pêra, que apresentou os dois oradores seguintes: Carlos Cabrita da concelhia de Silves e do secretariado Regional e o deputado Francisco Louçã.

Seguiu-se-lhe Carlos Cabrita que começou por chamar a atenção para a crise económica regional (com sério risco de agravamento) motivada pela excessiva dependência das actividades turística e imobiliária. Deu como exemplo, o mercado local de produtores agrícolas de Armação onde se podem encontrar bons produtos e frescos, bastante procurado pelos consumidores mas que funciona em condições rudimentares e sem apoios para a sua preservação e melhoria. Também a comunidade piscatória local não está melhor e pode extinguir-se a breve prazo, chamou a atenção. Os sectores tradicionais carecem de mais apoio para que as actividades se diversifiquem, frisou

As autarquias não apoiam ou apoiam muito timidamente outras actividades mas, apoiam a imobiliária e o turismo. Favorecem alterações de PDM e usam outros expedientes para contornar a legislação existente em prol de mais construção.O Governo, igualmente favorece preferencialme esta actividade, nomeadamente com os chamados PIN. As 24000 previstas no PROT que agora entrou em vigor, serão atingidas rapidamente, com estes expedientes. A região precisa é de uma MORATÓRIA a mais camas turísticas para a própria sobrevivência económica do sector na região e para a preservação do ambiente e da paisagem.

Silves, por exemplo, tem actualmente, 40% das suas receitas camarárias, directa ou indirectamente dependentes da actividade imobiliária (IMI, IMT, taxas e licenças). O Governo Sócrates que prometeu acabar com estas dependência autárquica nada mudou, com a recente alteração à lei das finanças locais.

Para terminar, Carlos Cabrita denunciou o laxismo da administração local e central que fazem com que o Plano de Pormenor de Armação de Pêra ainda não esteja em vigor. Iniciado em1999, após visita do ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, à Vila de Armação de Pêra em que chamou à atenção para o caos urbanístico existente. Em 2002 tinha a sua parte técnica concluída. Daí para cá marca passo nos corredores da administração vá lá saber-se porquê? Que interesses fazem com que isto ocorra ou que peias burocráticas o permitem?