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O BE nas Eleições Autárquicas 2013: em Silves, no Algarve, no continente e na Madeira

Nos últimos 4 anos não fizemos suficiente trabalho sócio-politico local que justificasse a votação em nós...

A Juventude e a abstenção “deixaram-nos”.

 

Os outros fizeram esse trabalho!?

- A CDU fê-lo, sobretudo a partir na JF de São Bartolomeude Messines e do contexto Nacional da sua votação nestas eleições;

- O PSD fê-lo no Governo, pela negativa e na Câmara de Silves nos últimos 16 anos;

- O PS teve Fernando Serpa como vereador, na CMS, durante mais de uma década e este nos últimos 4 anos, até teve um Blog, faltou-lhe……

Estas eleições autárquicas de Setembro de 2013, realizaram-se na conjuntura sócio-política que todos vimos sentindo “na pele e já no osso”.

O BE em Silves, muito cedo percebeu essa conjuntura e não deu empenho significativo a estas eleições autárquicas. Preferimos concentrar-nos na luta contra as políticas do “Governo da Troika” que vem sendo “encabeçado” pelo PSD.

Em face desta situação, pareceu-nos politicamente ajuizado, definir como objectivo principal a luta contra o PSD (local & nacional), como a mais importante e decisiva para pôr termo a estas políticas que actualmente nos (des)governam.

Nesse sentido, enquadrou-se também, outro objectivo de fortalecimento desta luta, contra o PSD. Tentámos agrupar forças com a chamada esquerda (CDU e PS) e encetamos contactos formais e informais para o efeito. Idem com o movimento “independente”, entretanto surgido o MMS.

Tal não foi possível. Em geral não tem sido concretizado. Coube-nos e cabe-nos tentar.

No Funchal concretizou-se e foi infligida uma grande derrota ao PSD, depois de várias décadas de domínio deste partido na Câmara da capital da ilha da Madeira.

Em Silves o PSD também sofreu pesada derrota. Penso que também demos o nosso contributo para isso, tal como mencionámos no texto acima.

A CDU venceu as eleições autárquicas para a Assembleia Municipal e Câmara de Silves, concorrendo de forma isolada, sem coligações, não aceitou o(s) nosso(s) repto(s) para conversações ou coligações. Tal como no Funchal não integrou a coligação vitoriosa.

Quiçá o entendimento BE & CDU em Silves, tivesse obtido a maioria absoluta na votação para Câmara. O concelho e os munícipes teriam muito a ganhar com isso.

Aguardamos o que irá acontecer e com quem a CDU privilegiará os seus entendimentos nos próximos 4 anos e quem lucrará com isso!?...Outra curiosidade, dentro da CDU, será “observar a balança(o)” São Bartolomeu Messines / Silves e se penderá para algum lado!?...

Parabéns à CDU que conseguiu a simpatia dos eleitores. Obrigado aqueles que também nos confiaram o seu voto e que permitiram a manutenção de 1 eleito na Assembleia Municipal. Tentaremos não os defraudar.

Em face do cenário que se nos deparou: concorrer de forma isolada, sem acordos ou coligações; pouco tempo para preparar a candidatura; pouco dinheiro disponível; pouco trabalho local desenvolvido nos últimos 4 anos; pouco militância local; …. Ainda admitimos concorrer só à Assembleia Municipal, não concorrendo à Câmara nem a nenhuma Freguesia.

Apesar destes constrangimentos o “Grupo” (BE e Independentes) ganhou ânimo e força e encetou o processo de construção da candidatura que foi apresentado e com os resultados também conhecidos.

Um resultado muito honroso no contexto do Algarve (3.º lugar) e Nacional. Um pouco acima dos 5%, tendo ficado por exemplo, Lisboa e Porto abaixo desta fasquia.

Ficamos sem o eleito (por 4 votos) na Assembleia de Freguesia de Silves e mantivemos a eleição de 1 elemento para a AM, agora Carlos Cabrita.

A campanha do BE em Silves apesar de tudo conseguiu ser “engraçada”.

Fizemos uma boa pré-campanha em que a acção de distribuição do papel higiénico pelos serviços da CMS deu que falar. A outra acção principal de pré-campanha a distribuição dos “Mata-Mosquitos”, pelo litoral do concelho, nem tanto.

Na campanha propriamente dita, sobrepuseram-se as nossas fragilidades, os nossos problemas e fomos ofuscados pelo mérito dos vencedores, a CDU.

Só o “Facebook” foi insuficiente… e suficiente para mostrar desentendimentos internos

A CDU conseguiu a enorme proeza de vencer as eleições para a AM e CM de Silves a partir sobretudo da actividade da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines e do contexto nacional desta votação autárquica que a favoreceu aqui e noutros concelhos.

A sua “mensagem” passou, espalhou-se desde São Bartolomeu de Messines. Inicialmente a Silves, depois a todo o concelho. Paulatinamente de “boca em boca”, “sem ondas” ou polémicas, contrariando os “especialista locais” que diziam que esta vitória seria impossível e sob a “direcção” de um seu grande especialista local, nesta matéria.

O PSD foi penalizado pela conjuntura Nacional, pelos seus 16 anos de liderança local, pela mudança (recente) dessa liderança, Isabel Soares por Rogério Pinto.

O PS apesar da intensa campanha e pré-campanha não conseguiu capitalizar em Silves o que conseguiu noutros concelhos. Apesar de também ter perdido noutros concelhos do País ( Beja, Évora, Loures,) na sua disputa com a CDU.

Quiçá o candidato em Silves!?...

Perdemos TODOS, perde o País, perde a Cidadania, muito embora uns mais que outros, PERDEMOS para a abstenção e os votos brancos e nulos.

No concelho de Silves a abstenção foi acima de 50% e os votos brancos e nulos somados, passam em muito os do BE.

A Juventude foi uma das responsáveis por isso o que torna a situação ainda mais preocupante.

O BE, claramente em Silves e no País, não conseguiu atrair votantes descontentes com as politicas em curso. A CDU parece ter sido quem capitalizou, desta vez, esse descontentamento. É necessário perceber porquê! …

O BE terá que trabalhar, sempre mais, ao longo do tempo, para conseguir crescer e implantar-se…se conseguir sobreviver…as lutas e o desenvolvimento, precisam de protagonistas. Este é o “caldo” para a Esquerda trabalhar a Direita, “move-se noutras águas”.

P´lo BE Silves; P´la candidatura autárquica 2013 do BE Silves,

Carlos Cabrita, 15-10- 2013